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Colonização de Maratá
Sex, 05 de Setembro de 2014 09:13

História: Livro conta o início da colonização de Maratá

Pesquisador Bernardo Schneider estudou livros da Igreja Luterana para a publicação

Bernardo estudou os escritos do Pastor Lentz para publicar a obra

Um livro baseado em registros deixados pelo Pastor Walter Lentz, em Maratá, no ano de 1926, relata os primeiros tempos de colonização de Maratá, Nova Holanda, Campestre e Linha São João e a criação de suas respectivas comunidades evangélicas. O texto, escrito de forma simples e sem rodeios estéticos pelo pesquisador Bernardo Schneider, narra as dificuldades dos primeiros colonizadores que se aventuraram a morar no meio da mata virgem para abrir uma nova colônia, enfrentado toda sorte de adversidades e a absoluta ausência de infraestrutura na área dos transportes, da educação e da saúde. Relata quem foram os primeiros professores, comerciantes e líderes comunitários.

“Em 1924 foi publicado um livro em alemão, contando a saga dos colonizadores germânicos no Rio Grande do Sul, pois fazia cem anos da chegada dos primeiros imigrantes. Mas a comunidade católiga foi, de certa forma, privilegiada. Os luteranos ficaram mais apagados. E o pastor Lentz, então, resolveu resgatar a história das primeiras famílias que chegaram por estas bandas”, explica Bernardo, autor de 'Primórdios'.

Improviso
O livro mostra, ainda, os conflitos religiosos que motivaram divergências hoje ainda presentes na memória popular, como a cisão entre os evangélicos de Campestre ou a disputa pela sede paroquial entre Maratá e Pinheiro Machado. A publicação evidencia também a necessidade de improvisar numa época de poucos recursos humanos. “Professores foram improvisados e até um pastor foi indicado para o posto de líder religioso sem ter o necessário preparo para tal ofício”, aponta o Schneider.

A obra, resultado das pesquisas de Bernardo Schneider, traz um prefácio do conhecido e respeitado historiador e teólogo, Pastor Martin Dreher, de São Leopoldo. A própria capa reproduz uma eloquente fotografia dos anos 30, mostrando como os moradores de então faziam a manutenção das estradas: na força do braço.

O livro, lançado no mês de julho passado, insere-se na série de homenagens aos 190 anos de imigração alemã no Rio Grande do Sul, mas ao invés de louvar os êxitos dessa colonização, destaca a dureza da vida dos pioneiros, naqueles rudes ‘primórdios’.

 

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