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Pomeranos no RS
Qui, 02 de Fevereiro de 2017 18:20


Publicação de Marcel R. Müller no Facebook em 02.02.2017.
https://www.facebook.com/groups/GenealogiaRS/


Um pouco de História! E drama vivido por alguns dos meus antepassados no sul do País!

 

 

A chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul esteve atrelada a colonização na chamada Serra dos Tapes, localizada no interior dos atuais municípios de São Lourenço do Sul e Pelotas. Várias tentativas de colonização tinham sido realizadas nessa área, especialmente por empresas particulares, porém, não obtiveram o sucesso esperado. Por outro lado, iniciativas como a do empresário alemão Jacob Rheigantz lograram êxito.

Dotado de espírito empreendedor, Jacob Rheigantz, natural de Sponheim, Alemanha, investiu no desenvolvimento de atividades agropecuárias em áreas de matas. Em 1856, após ter obtido autorização do Governo Imperial,Rheigantz formou uma sociedade com o lourenciano Cel. José Antonio de Oliveira Guimarães, para a aquisição de terras destinadas aos núcleos coloniais.

Os primeiros imigrantes assentados chegaram em 18 de janeiro de 1858, procedentes de Altona, Hannover, Saxônia, Hamburgo, Holstein, România, Osterfeld, Lübeck e da Pomerânia. Dessa última região, vieram os casais Gotllieb Heling (3 filhos), Wilhelm Zíbell (1 filho) e Joahann Zíbell (5 filhos), os quais deram origem à comunidade pomerana inserida nesse núcleo colonial.

Posteriormente, foram se agregando novos contingentes de pomeranos ou de descendentes, oriundos de outras regiões do Brasil. Sendo assim , com a chegada dos imigrantes de origem pomerana ao sul da Província do Rio Grande do Sul ocorreu oficialmente em 18 de janeiro de 1858 com a fundação da Colônia de São Lourenço, na Serra do Tapes, em Pelotas. Querem outros que a primeira Colônia Alemã foi fundada em 1868, denominada Colônia Arroio do Padre, por Augusto Gerber e Guilherme Bauer, que possuía em 1900, 74 lotes com 67 famílias alemãs e um total de 385 pessoas.

Dada as inúmeras dificuldades em que viviam os pomeranos em seu país de origem, formou-se grande expectativa em relação ao futuro que os esperava na nova pátria. Entretanto, as condições de infra-estrutura que os aguardavam eram extremamente precárias. Além de Pelotas e São Lourenço do Sul, os pomeranos formaram comunidades em Santa Cruz do Sul e São Leopoldo, e, ainda, nos Estados de Santa Catarina e Espírito Santo.

Uma vez que tinham condições de produzir “em casa”, grande parte do que consumiam, comprando na própria comunidade quase tudo o de que necessitavam para complementar suas necessidades, o capital gerado pelos agricultores circulava exclusivamente na zona rural. As vendas coloniais ofereciam, além de gêneros alimentícios, também ferramentas, tecidos, utensílios domésticos, combustível, entre outros. Na própria colônia haviam serrarias e carpintarias que fabricavam móveis, carroças, caixões, janelas, portas, etc.

O tipo de economia colonial implantada pelos imigrantes alemães, teve como característica marcante o estabelecimento da policultura a qual, segundo a tradição alemã, deveria solidificar o caráter independente dos colonos. Ao lado disso, o trabalho familiar serviria para reforçar essa idéia de independência, uma vez que não se utilizava mão-de-obra externa entre os colonos. Todos os membros da família envolviam-se nas tarefas domésticas e na produção agrícola a fim de alcançar a autonomia econômica. Não obstante, foi essa mesma organização, formada nos núcleos coloniais auto-suficientes, que originou novas formas de convivência entre os colonos. Em grande parte desses núcleos, os imigrantes tentaram recriar a noção de Heimat (pátria).

Em agosto de 1942, quando o afundamento de navios brasileiros por submarinos alemães gerou uma onda de revolta contra a comunidade teuto-brasileira no sul do país. Desde 1938 com a Campanha de nacionalização, o Estado Novo de Getúlio Vargas visava diminuir a influência das comunidades de imigrantes estrangeiros no Brasil e forçar sua integração junto à população brasileira. Em 1939 novas medidas foram implementadas: a proibição de falar idiomas estrangeiros em público, inclusive durante cerimônias religiosas (o Exército deveria fiscalizar as "zonas de colonização estrangeira"). As associações culturais e recreativas tiveram de encerrar todas as atividades que pudessem estar associadas a outras culturas.

Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ao lado dos Aliados (entre os principais representantes estavam o Reino Unido,França, Rússia e Estados Unidos), foi intensificada a repressão, com restrições às liberdades individuais: necessidade de autorização para viajar dentro do país; apreensão de livros, revistas, jornais e documentos, com destruição de parte da memória histórica da imigração, e eventual prisão daqueles que não falassem português.

Em agosto de 1942, em Pelotas, as ruas da cidade foram tomadas por uma turba enfurecida, que atacou violentamente casas comerciais, de teuto-brasileiros e imigrantes alemães. A Igreja de São João no Passo do Santana, em Cerrito, teve seu templo invadido e sua torre dinamitada. Além do prédio ter sido incendiado logo após. Durante este ataque o agricultor Pedro Guilherme Antônio Steffen Munsberg foi aprisionado, levado para Pelotas onde foi torturado e morto nas dependências da Delegacia de Polícia. Com o final da guerra, a igreja passou a ser um símbolo da perseguição contra os alemães e a localidade acabou incorporando seu triste apelido: Igreja Queimada. Parte dos objetos litúrgicos que foram saqueados da Igreja Luterana São João, na cidade de Pelotas, ficaram com a Cúria católica durante a Guerra. Os cultos luteranos foram proibidos e em Rio Grande a igreja se transformou em posto policial.

A região de Pelotas vivenciou um processo de colonização atípico, pois os imigrantes alemães foram fixados de forma descontínua, entre colônias de outras etnias, na periferia de um município luso-brasileiro. Esse foi um dos fatores de maior vulnerabilidade dos “alemães”, na parte meridional do Rio Grande do Sul, durante as perseguições características da Segunda Guerra Mundial no Brasil. Devido a proibição dos colonos se deslocarem livremente para a sede do município, ficaram praticamente presos nas colônias. A existência de uma forte estrutura militar, policial, eclesiástica católica e administrativa, dominada pelos luso-brasileiros no município agravou esses problemas.

Em Pelotas, podemos destacar a Cervejaria Ritter, de Carlos Ritter, e a Cervejaria Sul-Riograndense, de Leopoldo Haerthel, como principais indústrias de descendentes de imigrantes alemães na cidade. Tendo ambas as empresas, o auge produtivo no final do século XIX e início do XX.

Foto: Comunidade Evangélica São João. Fundada por descendentes de imigrantes alemães, em 20 de outubro de 1888, a Comunidade Evangélica São João se estabeleceu próximo ao atual Parque Dom Antônio Zattera, na rua XV de Novembro.

Fonte:

http://www.diariopopular.com.br/tudo/index.php…

http://srv-net.diariopopular.com.br/20_03_05/ag150301.html

http://familiaronnau.webnode.com.br/…/as%20violências%20co…/

http://www.ufpel.tche.br/…/historia_em_revista_07_Giancarla…

http://pelotascronicasurbanas.files.wordpress.com/…/breve-h…

 

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